sábado, 2 de fevereiro de 2013

12 SINTOMAS DA GRAVIDEZ

DÚVIDAS SOBRE GRAVIDEZ


Enjoos, inchaço nos seios e aumento da frequência urinária são alguns dos sinais, mas nem sempre indicam a ocorrência da gestação.

  Muitos dos sintomas da gravidez podem ser facilmente confundidos com outras condições. “Não existe um sintoma específico da gravidez. Eles são sugestivos”, afirma Eduardo Cordioli, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. Ou seja: estes sintomas sugerem algum outro estado do corpo, não necessariamente uma gestação.
Não é incomum, também, estar grávida e confundir os sintomas com tensão pré-menstrual. “Os primeiros sintomas podem começar a aparecer a partir de uma semana antes da menstruação”, afirma a ginecologista e obstetra Denise Coimbra.
  O atraso menstrual costuma ser o ponto de partida. A partir dele, a mulher nota outras reações, como inchaço e dor nos seios, leves cólicas no baixo ventre e enjoos, entre outros sintomas comuns, listados abaixo.


Mas a confirmação de uma gravidez só pode ser feita com um exame adequado, indicado por seu médico. “A mulher deve procurar um ginecologista para entender o que está acontecendo com o seu corpo”, recomenda João Antonio Dias Junior, médico do Centro de Reprodução do Hospital Sírio Libanês.

1. Atraso menstrual

Por que acontece?
 O organismo interrompe a menstruação a fim de preparar o útero para o feto.
O atraso menstrual nem sempre indica gravidez. Também pode ser sintoma de alterações hormonais, estresse e perda ou ganho de peso.


2. Inchaço e dores nos seios 


Por que acontece?
 O corpo passa a produzir hormônios que irão estimular a produção de leite. Também é um sintoma precoce.
O inchaço e as dores nos seios nem sempre indicam gravidez. Também podem ser sintomas de TPM e alterações hormonais em função do uso de pílulas anticoncepcionais.




3. Aumento da frequência urinária

Por que acontece?
 É resultado da ação da progesterona no corpo e da pressão exercida pelo útero sobre a bexiga.
O aumento da frequência urinária nem sempre indica gravidez. Também pode ser sintoma deinfecção urinária (quando acompanhada de dor), uso de medicamentos diuréticos e diabetes.

4. Cólicas

Por que acontece? 
O útero está se adaptando para abrigar o embrião. Algumas mulheres ignoram este sintoma, já que ele pode ser associado à menstruação.
Cólicas nem sempre indicam gravidez. Também podem ser sintomas de menstruação e infecções intestinais, entre outros.

5. Sangramento

Por que acontece?
 É resultado da implantação do embrião no útero. Pode passar despercebido para algumas mulheres, principalmente se for leve.
O sangramento nem sempre indica gravidez. Também pode ser sintoma de menstruação, ferimento interno, infecção ou alterações hormonais.

6. Escurecimento dos mamilos

Por que acontece?
 Devido à ação dos hormônios que mantêm a gestação. 
O escurecimento dos mamilos nem sempre indica gravidez. Também pode ser sintoma de disfunção hormonal.


7. Náuseas e enjoos


Por que acontece?
 Está relacionado às alterações de olfato e paladar comuns durante a gestação, além da questão hormonal. Algumas mulheres podem se sentir enjoadas nas primeiras semanas após a concepção, enquanto outras só sentem este sintoma após o terceiro mês de gravidez. 

Náuseas e enjoos nem sempre indicam gravidez. Também podem ser sintomas de intoxicação alimentar, viroses, infecções bacterianas, entre outros.

8. Fadiga e cansaço

Por que acontece? 
Devido às alterações hormonais no corpo, como o aumento do hormônio progesterona, responsável pela manutenção da gravidez.

Fadiga e cansaço nem sempre indicam gravidez. Também podem ser sintomas de estresse, exaustão, resfriado ou gripe.

9. Desejos diferentes

Por que acontece? 
Os hormônios também são responsáveis por desejos de determinados alimentos – e aversão por outros – ao longo da gravidez. Pode também indicar a necessidade de repor algum nutriente em falta no corpo da mulher.

Desejos ou aversão por alimento nem sempre indicam gravidez. Também podem ser sintomas de TPM, ansiedade e falta de nutrientes, entre outros.


10. Dores de cabeça

Por que acontece?
 O fluxo sanguíneo passa a ser mais intenso no período da gestação. 

Dores de cabeça nem sempre indicam gravidez. Também podem ser sintomas de TPM, exaustão, resfriados ou gripes, entre outras doenças.

11. Variações de humor

Por que acontece? 
Os hormônios, que preparam o corpo para o desenvolvimento do bebê, também provocam as alterações de humor. 

Variações de humor nem sempre indicam gravidez. Também pode ser sintomas de TPM, estresse, desgaste físico e mental, problemas psicológicos.

12. Tonturas e desmaios

Por que acontece? 
Durante os primeiros meses de gravidez, a pressão sanguínea da mulher pode cair. Este não é um sintoma frequente.

Tonturas e desmaios nem sempre indicam gravidez. Também podem ser sintomas de pressão baixa, hipoglicemia e problemas cardiovasculares, entre outros.

Fontes: Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano de São Paulo; Eduardo Cordioli, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein; Denise Coimbra, ginecologista e obstetra; João Antonio Dias Junior, médico do Centro de Reprodução do Hospital Sírio Libanês.







''MAMÃE SABE TUDO'' O QUE O SEU BEBÊ SENTE DENTRO DA SUA BARRIGA



Voce sempre quis saber o que se passa lá dentro da barriga, mas nunca teve ninguém para perguntar? Colocamos um olho mágico no umbigo e contamos o que descobrimos.


O que o bebê sente quando a mãe:

1- DÁ RISADAS: 


       Quando a mãe ri, o músculo do diafragma que separa o tórax do abdômen se movimenta. O bebê está lá embaixo, longe do diafragma, no útero, mas não é bobo nem nada e, sentindo a movimentação, movimenta-se por tabela. Além disso, a mãe libera endorfinas, o hormônio da felicidade. Então, ele também fica rindo à toa. E, mais uma vez, existe o estímulo auditivo, que permite que o bebê ouça a voz da mãe, feliz. Uma dica: tente incluí-lo nesse momento de alegria. Ele escuta sua voz, então não custa nada aproveitar esse momento de animação para conversar com ele, mostrar que ele também é parte disso.

2- ESCUTA UM SOM ALTO

     O problema é que não dá para saber até que ponto o susto tem a ver com o som em si ou com os hormônios do estresse derrubados pela mãe na circulação sanguínea. Se a mãe vive em shows de rock pesado, o bebê já está acostumado com o som. E é claro que o aparelho auditivo da criança é supersensível, mas o som não chega até ela com a mesma intensidade que nós ouvimos, graças ao combo pele e líquido amniótico. Então, a chance de a criança nascer surda por conta de um show é bem remota.

3- SE ASSUSTA

        Quando a mãe se assusta, existem dois estímulos: o auditivo e o visual. O visual corresponde à parte hormonal  da coisa. Por exemplo, a mãe vê uma cobra e libera hormônios de estresse na corrente sanguínea, que chega até o bebê. O estímulo auditivo pode provocar o susto em si, como quando o escapamento de um carro estoura. Isso também desencadeia o processo de liberação de hormônios do estresse, ocasionando ainda taquicardia, palidez e ligeira falta de ar. Mas nada de pânico, ok? Ninguém perde bebê por levar susto. Mantenha-se calma que tudo acaba por se normalizar no seu corpo e com o seu filho. Respire fundo e relaxe. 



4- ESPIRRA


O bebê começa a ouvir no segundo trismestre de gestação, então se voce espirra, ele vai ouvir. Outra resposta é em relação à pressão que os músculos da barriga fazem quando a mãe espirra. Por mais que entre ele e o mundo exterior existam sete camadas de pele e mais um volume considerável de liquido amniótico, o bebê sente quando é feita alguma pressão na barriga. Alguns estudos dizem que ele é capaz de sentir gosto, mas nada está provado ainda.

5- COME DEMAIS OU COME ALIMENTOS FORTES

      O problema de se empaturrar é que grande parte do sangue é direcionada para fazer a digestão desse banquete. O corpo humano tenta sempre fazer o equilíbrio sanguíneo: quando a mãe manda mais sangue para o bebê. Isso não quer dizer que ele vai perder nutrientes ou oxigenação, mas ele fica em estado latente, mais quietinho, justamente o comportamento contrário do que quando a mãe faz uma refeição normal. É que geralmente após a refeição o bebê se mexe porque a glicose chegou até ele. Mas nada de se jogar no açucar só para ficar no remelexo.


6- SOLUÇA


   
O soluço é um espasmo do diafragma. Quando a mãe soluça, o bebê sente a movimentação do músculo e a leve pressão na barriga. Mas a mãe não tem com o que se preocupar, é normal. Para combater, vale a máxima da vovó: tome um copo d'agua, mas não precisa ser de ponta a cabeça. Aliás, o bebê também soluça. A sensação é de que ele está dando pulinhos na barriga. O que acontece é que todas as estruturas do corpinho do bebê estão se formando e o ''test drive'' para a maior parte delas acontece no útero. Então, naquele exercício de cuspir e expelir o líquido amniótico, ele testa o diafragma, que acaba tendo um movimento involuntário. Normal.

7- FAZ SEXO

    A neura número 1 dos pais de primeira viagem e pros outros também: ''O bebê sente quando os pais fazem sexo? Resposta: ''SIM''. Mas nada de pânico, o bebê vai sentir os movimentos que a mãe faz durante a transa, vai sentir quando o pênis bater no colo do útero. Mas ele vai sentir isso tudo porque, por enquanto, ele e a mãe estão no mesmo ''pacote''. Ele não vai se lembrar de nada depois, não é prejudicial para ele e é até bom para a mãe, e não, o pênis não chega até ele. A parte boa disso é que a mãe fica feliz e libera hormônios de prazer na corrente sanguínea que, adivinhe: chega até a criança. Pronto? Todo mundo feliz?


9- CHORA

Essa é uma situação que, como quase todas as anteriores, envolve um estímulo auditivo. Ou seja, o bebê vai te ouvir, mas ainda não é possível dizer se ele fica triste também. A única coisa que podemos supor é que se os hormônios da alegria forem mesmo capazes de chegar até ele pela circulação sanguínea, os do choro também são.










(Texto de Paula Montefusco, revista PAIS&FILHOS)





sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

''GRAVIDEZ, ALTOS E BAIXOS''

''As emoções da grávida'' 





Logo no início da gestação, a futura mamãe já tem uma certeza: conviver com a complicada gangorra de emoções que caracterizam a gestação. Num dia acorda bem, feliz, e acha o máximo aquela "barriguinha". No outro, não quer nem olhar para o espelho e enfrenta um insuportável mau humor. Pois é... a gravidez não é tão rósea como te contaram. Existem todas as mudanças físicas, associadas aos hormônios, bem como a insegurança e a ansiedade, sentimentos que sempre acompanham as situações novas. Gestar é lidar com algo completamente novo, desconhecido, a mulher fica naturalmente mais sensível, apreensiva e até chorosa. Uma gestação dura 4 trimestres. Isso mesmo, 1 ano inteirinho! São 9 meses com o bebê dentro da barriga e 3 com ele no colo. Primeiro trimestre: Período de descobertas e de muita instabilidade. O corpo ainda não se modificou muito, mas dúvidas não faltam à gestante: se é a hora certa para ter um bebê, se será boa mãe, se o bebê será perfeito, se o marido continuará gostanto dela mesmo barriguda, etc. Como resultado de tanta ansiedade, uma queda da libido e um estado de irritação constante. Daí podem surgir também os enjôos, desmaios e crises de choro, que funcionam como símbolos inconscientes, mas muito concretos dessa gestação. Segundo trimestre: Aí vem um período de paz. Agora seu corpo já assumiu os contornos da gravidez, seu bebê já aparece na tela do ultra-som e o futuro pai já se sente mais encorajado a se aproximar da barriga. Provavelmente, você terá muitos momentos de alegria com esse bebê mexendo, e sua disposição estará em alta. Terceiro trimestre: De novo as preocupações com o bebê voltam à tona, acompanhada da ansiedade e temores em relação ao parto. Quarto Trimestre: Agora seu filho já está no colo e esse é o melhor lugar para ele nesses primeiros 3 meses, mesmo porque ele não sabe que nasceu (portanto não vai ficar mal-acostumado). Mas ele sente saudades da barriga e só o contato com você pode ajudá-lo a sentir-se confortável. Aproveite mais um pouquinho essa gestação que continua, só que externamente.




Dicas para todos os meses:

•Nos momentos mais difíceis, respire fundo, beba um copo de água e lembre-se que é uma fase transitória, quer dizer, que logo passa.
•Não guarde as dúvidas e medos só para si, divida com seu médico, amigas e seu companheiro.
•Procure um bom curso para gestantes e uma atividade física como hidroginástica, yoga ou relaxamento.
•Reserve alguns minutos diários para cuidar de si mesmo e do seu corpo grávido.


Clarice Skalkowicz Jreissati

Psicóloga Psicóloga

''GRAVIDEZ'' VÁRIAS IDÉIAS DE ROUPAS...

''NÃO SE DESESPERE''

A GRAVIDEZ é um momento mágico, mas não vai imaginando que tudo são flores. A mulher fica mais sentimental, afinal seu corpo está modificando, e tem dias que ela se olha no espelho e se acha linda, mas tem também aqueles dias que ela olha e da um vontade louca de chorar, roupa nenhuma serve mais... e é aqui que vai a salvação. Segue abaixo modelos de roupas que a mulher pode comprar para ficar cada dia mais linda, pois afinal muitas mulheres grávidas estão em busca de dicas e informações sobre a Moda Gestante 2011, uma vez que as mulheres estão cada vez mais exigentes, por isso a moda para gestantes está cada vez mais moderna e recheada de modelos perfeitos, sempre buscando atender as necessidades das mulheres.





















''GRAVIDEZ'' A DESCOBERTA

O que é estar grávida?


… ler 50 vezes o resultado positivo do exame para ter certeza que está correto.
… ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não nove meses como todo mundo diz por aí.
… se pegar imaginando, por horas a fio, como será os olhos, os cabelos e a pele do filho que vai chegar.
… torcer, e muuuuuuito, para que ele nasça perfeitinho.
… nunca mais dizer ‘ah se fosse meu filho!’ quando encontrar uma criança tendo acessos de birra no corredor de um shopping center.
… sair na rua e só enxergar mulheres grávidas.
… ter sono, muito sono.
… esperar ansiosamente pelo dia do ultrassom, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pelo próximo!
… aprender a enxergar o filho nas manchas de um ultra-sonografia.
… ler muito sobre gravidez, pular o capitulo do parto (pois ainda é muito cedo pra se preocupar) e ir direto para os cuidados com o bebê.
… ir ao shopping e desejar apenas coisinhas para o filho.


 (Texto e gravuras tiradas da net.)

Rubéola na gravidez

Rubéola na Gravidez

Escrito para o BabyCenter Brasil


O que é rubéola? 


Rubéola é uma doença contagiosa, que provoca erupções avermelhadas no rosto e depois no restante do corpo. Outros sintomas são febre baixa e gânglios linfáticos inchados ("ínguas"). O vírus tem um ciclo de duração de cerca de três dias. Embora a rubéola não chegue a ser uma doença grave, ela é extremamente perigosa para mulheres grávidas, porque pode levar a muitos problemas no bebê, variando de surdez a encefalite. Felizmente, algo em torno de 75 por cento das mulheres em idade fértil são imunes à doença, seja por já ter sido infectadas na infância ou por ter tomado a vacina tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba). 

O que fazer se eu ainda não for imune à doença?


Se você sabe que nunca teve rubéola nem tomou a vacina tríplice viral, o melhor que tem a fazer é se vacinar antes de tentar engravidar. Depois, espere pelo menos um mês antes de começar as tentativas de engravidar para que seu corpo tenha tempo suficiente de se livrar do vírus injetado e para que não haja risco de transmiti-lo ao bebê. 

Se por um caso você foi vacinada nas primeiras semanas de gravidez, antes de saber que estava grávida, tente não se preocupar demais. A chance de seu filho vir a ser afetado é muito remota. Seu médico provavelmente vai pedir um ultra-som quando você estiver com 18 semanas de gravidez para dar uma olhada mais de perto em como está o desenvolvimento do bebê. 

A possibilidade de a rubéola causar algum problema no bebê depende de quando a doença foi contraída. No primeiro mês de gestação, há uma chance de 50 por cento de que o bebê seja afetado, por isso, se há alguma dúvida sobre sua imunidade, fique longe de pessoas que possam estar com a doença. Ao chegar ao terceiro mês, o risco cai para 10 por cento; após a 16a semana de gravidez, problemas maiores são raros. 

Infelizmente, se você pegar rubéola, não há nada que possa fazer para proteger o bebê. Converse com seu médico para saber que exames realizar para descobrir se seu filho foi de alguma maneira atingido no útero.



Sífilis na gravidez

Sífilis na gravidez


Escrito para o BabyCenter Brasil


O que é sífilis? 


A sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria Treponema pallidum. No Brasil, a sífilis tem uma prevalência considerada alta. Um estudo realizado em 2004 com parturientes estimou que em média, no país todo, 1,6 por cento das mulheres têm a doença no momento em que dão à luz. 

Esse número é o quádruplo da incidência de HIV/Aids em gestantes no Brasil. E, assim como a Aids, a sífilis pode ser transmitida para o bebê durante a gravidez ou na hora do parto, na chamada transmissão vertical. 

O modo mais comum de pegar sífilis é por via sexual, seja sexo vaginal, anal ou oral. Mas também é possível pegar a doença beijando uma pessoa que esteja com uma ferida de sífilis na boca, ou com o contato direto entre esse tipo de ferida e um corte, por exemplo. 

As estimativas do Ministério da Saúde são de que o Brasil tenha cerca de 50 mil gestantes com sífilis por ano. O teste para a sífilis faz parte dos exames de sangue de rotina do pré-natal, e o governo recomenda que o parceiro da gestante também seja testado. 

Quais são os sintomas? 


Os sintomas da sífilis variam conforme o estágio da doença e também de pessoa para pessoa. Em alguns casos, os sinais passam despercebidos, e a pessoa só descobre que tem a doença quando faz um exame de sangue. 

No estágio inicial, conhecido como sífilis primária, o sintoma característico é o surgimento de uma (ou mais) ferida indolor e altamente contagiosa, com bordas elevadas, denominada cancro. A ferida surge no lugar em que houve a infecção, normalmente cerca de três semanas depois do contato com a bactéria, mas às vezes antes ou depois disso -- até três meses após a infecção. 

Às vezes, o cancro fica dentro da vagina ou da boca, e acaba nem sendo notado. Esse tipo de ferida pode surgir também nos lábios vaginais, no períneo, no ânus, nos lábios, e podem aparecer ínguas (linfonodos aumentados) na área próxima ao cancro. 
Se a pessoa for tratada nessa fase, há a possibilidade de cura. Sem tratamento, a ferida desaparece sozinha em até um mês e meio. O problema é que as bactérias responsáveis pela doença continuam se multiplicando no organismo, e entram na corrente sanguínea. Quando isso acontece, a doença passa para o próximo estágio, a sífilis secundária. 
No estágio secundário, a sífilis pode apresentar vários sintomas, que aparecem semanas ou até meses depois do surgimento da ferida. Assim como os da sífilis primária, porém, eles podem passar despercebidos. A maioria das pessoas apresenta uma erupção de pele que não coça, principalmente na sola do pé e na palma da mão, mas às vezes em outros lugares do corpo. 
Também podem surgir lesões na boca e na vagina, novas feridas indolores na área genital (que, assim como o cancro inicial, são muito contagiosas), sintomas parecidos com a gripe e queda de cabelo. Nesse estágio, a doença ainda é curável, se tratada. 
Sem tratamento, os sintomas costumam ir embora em alguns meses, mas a doença permanece ativa. A bactéria continua se multiplicando nessa fase latente e pode causar problemas graves anos depois. No chamado estágio terciário, a doença pode provocar anormalidades cardíacas, lesões nos ossos, na pele e em vários órgãos, e a pessoa pode morrer. 
Além disso, cerca de 20 por cento das pessoas com sífilis terciária apresenta a neurossífilis, ou seja, o sistema nervoso é afetado pela doença. Nos estágios finais, a neurossífilis pode causar convulsões, cegueira, surdez, demência, problemas na medula espinhal e a morte. 
A neurossífilis também pode surgir nos estágios anteriores, causando problemas como a meningite. Felizmente, a maioria das pessoas é diagnosticada antes disso e recebe o tratamento adequado para não chegar à sífilis terciária. 

Como a sífilis afeta a gravidez e a saúde do bebê? 


A bactéria da sífilis pode passar para o bebê através da placenta ou ser transmitida durante o parto. Mas, se a mulher é diagnosticada com antecedência, a chamada transmissão vertical pode ser evitada. 
Se a mulher não for tratada, há uma grande possibilidade de o bebê ser infectado, especialmente se a doença estiver no estágio inicial, quando é mais contagiosa. 
Cerca de 40 por cento das mulheres com sífilis primária não-tratada acabam perdendo o bebê, ou a criança morre pouco depois de nascer. A sífilis também eleva o risco de parto prematuro e de restrição do crescimento intra-uterino. 
Alguns bebês que nascem com sífilis (sífilis congênita) não têm sintomas claros, mas podem apresentar erupções de pele e lesões na boca, nos órgãos genitais e no ânus, além de linfonodos aumentados, anemia, icterícia ou pneumonia grave nos primeiros meses de vida. 
Já outros bebês apresentam alguns desses sintomas assim que nascem. E outros têm outros problemas, como fígado e baço aumentado. 
Se a doença não for tratada, os bebês podem sofrer graves sequelas anos depois, como deficiência visual e auditiva, problemas ósseos e neurológicos. Por isso é importantíssimo que a doença seja diagnosticada e tratada durante a gravidez, para que o bebê receba atendimento o mais rápido possível. 

Vou fazer exame para sífilis no pré-natal? 


Vai. O teste faz parte dos exames de sangue de rotina do pré-natal. Se seu médico não tiver solicitado, peça para ele. O Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de DST e Aids, possui um plano especial para reduzir a ocorrência de sífilis congênita. 
O exame pode ser refeito a qualquer momento se surgirem sintomas da doença em você ou no seu parceiro, e o governo recomenda que o exame no parceiro também faça parte da rotina do pré-natal. 
O exame de sangue só detecta a doença entre 1 mês e 1 mês e meio depois da infecção. Caso você ache que possa ter sido contaminada, pode pedir ao médico para refazer o exame depois de um mês. Se o teste inicial der positivo, você fará um exame de sangue mais específico para confirmar o diagnóstico. 
O exame para detectar o vírus da Aids também faz parte da rotina do pré-natal, mas, se você for diagnosticada com sífilis, terá de repetir o teste para a Aids depois de alguns meses, porque a sífilis deixa a pessoa mais suscetível à infecção pelo HIV. 

Como a sífilis é tratada? 


O único tratamento seguro para a sífilis durante a gravidez é a penicilina, que trata tanto a mãe quanto o bebê. 
A mulher diagnosticada com a doença receberá uma ou mais injeções de penicilina, dependendo do estágio da doença e de ter ou não neurossífilis. (No caso de haver algum sintoma de neurossífilis, será necessário fazer uma punção lombar na mulher para analisar o líquor). 
Existe a possibilidade de o tratamento causar uma reação temporária que inclui febre, calafrios, dor de cabeça e dor muscular e nas articulações. O tratamento também pode afetar o ritmo cardíaco do bebê ou causar contrações, se a mulher tiver passado da metade da gravidez. Esses sintomas costumam durar apenas um ou dois dias. 
Seu parceiro também precisará receber tratamento, se você for diagnosticada com sífilis, e vocês não poderão manter relações sexuais enquanto não tomarem os remédios. Novos exames de sangue vão confirmar se a infecção foi eliminada, e a gravidez deve ser acompanhada com mais cuidado, com a realização de ultra-sons. 

O que faço para não pegar sífilis? 


O único meio seguro é manter um só parceiro sexual, que tenha se submetido ao exame. A camisinha só previne a sífilis se a ferida estiver no pênis do homem, mas a doença pode ser transmitida também por cancros que estiverem em outras áreas, como a boca. 

Se você desconfia que possa ter tido contato com a sífilis ou outra doença sexualmente transmissível durante a gravidez, converse com o ginecologista para fazer os exames necessários.